Gabriel Toueg

Jornalismo, política internacional, formação profissional, um pouco de Oriente Médio e um pouco de Chile, mapas e outras coisas legais

Breves notas

Um pouco mais a meu respeito (ou: breves notas para um perfil descompromissado)

Breves notas sobre Gabriel Toueg

Sou Gabriel Toueg. Muito prazer. Escrevo porque mantenho um pacto feito na adolescência. Escrevo profissionalmente, escrevo sempre. Coleciono moedas e cédulas do mundo todo e de diversas épocas. Guardo também minhas credenciais de imprensa e canecas, que também uso para tomar meu café, sem o qual não começo dia algum. Gosto de receber e enviar cartas de verdade – e postais (mas faz tempo que não faço isso…) Tenho um sobrenome do meio, que deixei de usar por razões profissionais, mas do qual me orgulho muito: Mallet.

Gosto de polêmicas e sou “do contra”. Mas sou completamente a favor do aborto, em qualquer circunstância. Acho que cabe não à sociedade, ao Estado ou à Igreja (mas à mulher, apenas) a decisão de tirar o feto de forma segura e asséptica, com um médico, e não um açougueiro de esquina. Não fumo (já fumei) mas apoio a descriminalização da maconha. Já fui a favor da redução (até da extinção!) da maioridade penal no Brasil, mas mudei de opinião. Eu mudo de opinião. Odeio machismo a ponto de comprar briga com amigo que conta piadas sexistas. Só os loucos me interessam.

Sou um cidadão do mundo. Morei três anos em Jerusalém, tensa e sagrada na mesma medida. Lá, dividi apartamento com argentinas, mineiro, curitibana e argentino. Mais tarde, vivi em Tel Aviv. Os israelenses chamam a cidade de “bolha” – de tão psicologicamente afastada que está de tudo que estampa o noticiário sobre o país e a região. Lá, dividia com duas israelenses. Depois, em Ramat Gan, dividi com etíope, marroquina e uma namorada, depois com outra mineira! Morei de novo com uma mineira em São Paulo, antes de morar sozinho e antes de me casar. Já recebi gente de todo o mundo. Prefiro as cidades que não são óbvias: Jerusalém a Tel Aviv, Madrid a Barcelona, São Paulo a Rio… Estudei em um colégio espanhol e adoro a Espanha, aliás.

Minhas raízes estão fincadas em vários lugares. A França do meu sobrenome do meio, Portugal do meu avô materno, o Egito dos meus avós e do meu pai… Tenho parentes nos EUA e na Europa, em Israel e no Cairo. Minha história passou pelo Uruguai, pela Líbia, pelo Iraque e pela Itália. Acho essencial conhecer nossas raízes e nossa história. Por isso, e porque meu avô faria 100 anos em 2013, decidi escrever um livro sobre a imigração judaica de países árabes e muçulmanos. É a história dele, que eu quero deixar para os meus filhos conhecerem bem. Não tenho filhos. Ainda.

Gabriel Toueg no EgitoDe quando fui procurar minhas raízes e achei um parente na Cidade Velha do Cairo

Sou jornalista. Mas já limpei privada, fui garçom, dei aulas particulares de idiomas, trabalhei com novelas, plantei árvores, fui recepcionista (e gerente de contas!) de hostel e atendente de telemarketing! Depois de sete anos no Oriente Médio, entre o Mediterrâneo, um deserto, a neve no norte e um resort de mergulho no sul, decidi voltar ao Brasil, em 2011. Fiz meus trabalhos voluntários e criei Um foca na sexta porque sou altruísta e gosto de ajudar os futuros colegas que têm potencial e paixão pela profissão. Já fui mochileiro.

Quando morei de novo em São Paulo, não tinha nem queria ter carro – e sonhava com uma cidade em que as pessoas só usassem os veículos aos domingos. Prefiro o transporte público, que me permite viver a cidade, mas discordo de passe livre. Fotografo e amo fotografia, mas não sou fotógrafo. Fotógrafo de Instagram, no máximo. Tenho uma câmera analógica Canon de 37 anos – encostada, peça de museu, agora. Quando criança, lia dicionário. Aprendi a dançar forró, mas enferrujei! Gosto de ouvir boa música. E notícias, no rádio. Não vivo sem meu celular, que fica ligado 24 horas por dia – mas dizem que sou estranho ao telefone. Eu concordo.

Gosto de coisas bem simples, como me sentar no chão, o barulho do sorriso de criança, pisar descalço no piso aquecido pelo sol, as cores do entardecer, o ruído da roupa escorregando pelo corpo alheio… Amo leite – minha mãe dizia, quando eu era criança, que era “mais fácil sustentar burro a pão-de-ló”! Sou dos poucos que sabem apreciar a doçura do hallawe, que tem 20 nomes diferentes. Adoro idiomas – aprendi hebraico, estou tentando aprendendo árabe e quero aprender francês bem; falo espanhol com sotaques misturados e inglês com sotaque de brasileiro. Dizem que tenho sotaque até no português, mas eu discordo!

Casei-me com a mulher da minha vida em setembro de 2015. Foi um dia de sonho, costurado por nós em cada detalhe. Praia, amigos de vários lugares, família, cerimônia das areias, votos e fotos, muita festa. Desde então estamos juntos pelo mundo – começando pelo Chile, em cuja Patagônia moramos durante três meses antes de nos mudarmos para a capital, Santiago. Ainda vamos conquistar o mundo. Mas essa é outra história!

Meu café (e o seu) faço com canela. Venha tomar um e conversar comigo!

Atualizado em agosto de 2016

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