O mapa acima mostra o resultado do fluxo de imigrantes nos Estados Unidos. Países com cores mais fortes têm mais migrantes nos Estados Unidos. Alguns exemplos (nacionais vivendo nos EUA em 2015): 12 milhões de mexicanos, 2,1 milhões de chineses, 2 milhão de indianos, 1,9 milhões de filipinos, 1,7 milhão de porto-riquenhos, 1,1 milhão de cubanos. Segundo o Pew, 46,6 milhões de estrangeiros moravam nos EUA em 2015. O número de estadunidenses vivendo em outros países no ano passado é bem menor: pouco mais de 3 milhões.

No site do Pew Research Center, o mapa é interativo. Você pode ver o resultado acumulado do fluxo de migrantes nos dois sentidos: a quantidade de pessoas de uma determinada nacionalidade vivendo em outros países e, na via contrária, a quantidade de pessoas de outros países vivendo em uma determinada nação. Também é possível ver dados de 1990, 2000 e 2010. A fonte das informações é a Divisão de População da ONU.

Se, no exemplo da imagem acima, os EUA são o porto-seguro de muita gente, na contramão em 2015 está a Síria, que tinha muito mais nacionais fora do país (5 milhões) do que estrangeiros vivendo em cidades sírias (880 mil), segundo os dados do Pew. A guerra civil em que a Síria está mergulhada há mais de cinco anos, desde março de 2011, tem provocado uma onda de refugiados – e uma crise que os países ainda não conseguiram nem começar a resolver.

Brasil. E quanto ao Brasil? Longe de conflitos e, por outro lado, sem atrativos especialmente interessantes para estrangeiros (vida cara, insegurança, crise econômica etc), o país tinha, em 2015, 710 mil pessoas de outras nacionalidades, a maioria de Portugal (160 mil), Japão (60 mil), Paraguai e Bolívia (50 mil cada), Itália e Espanha (40 mil cada). Havia 30 mil estadunidenses e 10 mil libaneses no país. Brasileiros morando fora no ano passado eram bem mais numerosos: 1,5 milhão, segundo o Pew, a maioria nos EUA (350 mil), Japão (180 mil) e Portugal (130 mil).

O mapa reflete o número de pessoas vivendo em um país diferente daquele em que nasceram por mais de um ano. Por isso, são incluídos estudantes, expatriados e refugiados. Um caso especial é o dos palestinos. Em 2015 havia 260 mil nacionais de outros países vivendo na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Mas o número de palestinos vivendo em outros países era bem maior: mais de 3,5 milhões. São os refugiados palestinos vivendo em campos fora da Palestina (a maioria, 2,1 milhões, na Jordânia). Se você observar o mapa referente a Israel, vai ver que, depois dos EUA (140 mil israelenses), a Palestina é o principal destino (provavelmente de árabes-israelenses que deixaram o que se tornaria o Estado judeu em 1948) – 60 mil.

Em tempo: enquanto 340 mil israelenses viviam fora do país em 2015, o número de nacionais de outros países vivendo em Israel era bem maior: mais de 2 milhões (em uma população de cerca de 8,3 milhões, o que reflete um traço importante da população israelense, o de ser formado por imigrantes de todas as partes do mundo). As origens mais expressivas estão em países árabes ou muçulmanos (o Marrocos lidera a lista, com 160 mil), da ex-URSS (Ucrânia e Rússia somam 250 mil) e Etiópia (80 mil).

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