Minha análise publicada hoje no Metro Jornal, acompanhando a matéria sobre o polêmico discurso do premiê israelense Binyamin Netanyahu segundo quem Hitler não queria matar judeus, mas expulsá-los – e que a ideia para a solução final teria vindo do mufti de Jerusalém, em um encontro entre ele e o líder nazista em Berlim em 1941.

Não é fácil entender a estratégia de Netanyahu, se é que há alguma, com a fala sobre o mufti. Especialmente porque a direita israelense, da qual Bibi faz parte, se recusa a chamar de “palestinos” aqueles árabes pré-1967, como era o caso do líder religioso muçulmano de Jerusalém, que se encontrou com Hitler em 1941.

Bibi mostra estar mal intencionado ou não saber história. A matança em série de judeus nos campos de extermínio nazistas já estava em marcha quando Hitler, ironicamente inocentado pelo líder israelense, se encontrou com o mufti.

Está claro nessa história que Bibi faz aquilo pelo que acusa os palestinos: incitação. (foto: Fabrizio Bensch/Reuters)

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