A bomba atôica de Hiroshima (foto: EUA)
A bomba atôica de Hiroshima (foto: EUA)

Na semana pasada, no dia 6 de agosto, fez 70 anos desde que os Estados Unidos lançaram a bomba atômica sobre Hiroshima, no Japão, na Segunda Guerra Mundial. “A explosão dizimou 90% da cidade e imediatamente matou 80 mil pessoas; dezenas de milhares mais viriam a morrer mais tarde devido à exposição à radiação”, como relata o site do History Channel.

Três dias depois, no dia 9 de agosto de 1945 (completando 70 anos ontem), outra cidade japonesa, Nagasaki, foi atingida por outra bomba dessas. Quarenta mil pessoas foram mortas no ataque.

Sete décadas depois dos bombardeios que começaram a selar o fim do conflito mundial na frente asiática (o imperador Hirohito anunciou a rendição incondicional do Japão nove dias depois do primeiro ataque), mesmo os efeitos “colaterais” mais severos já desapareceram entre a população local. Por isso pode ser difícil compreender a extensão da destruição da bomba.

Pensando nisso, a Public Radio International (PRI), que fez um especial completo sobre o aniversário, desenvolveu um site que mostra o alcance de destruição da primeira bomba atômica já disparada. Fiz a simulação a partir do centro de São Paulo, onde moro. Se a bomba de Hiroshima tivesse sido lançada sobre a minha cidade, o resultado seria o seguinte:

bomba de hiroshima sobre sao paulo

Aos que não entendem o que isso tudo quer dizer, explico. Em um raio de 800 metros, 90% da população morreria. Isso incluiria a Liberdade, Teatro Municipal, parte da Mooca, as estações do metrô São Bento, Pedro II, o CCBB de São Paulo etc. É a parte vermelha do mapa.

Em um raio de 1,6 km, 70% das pessoas morreriam. Tudo até esse ponto é reduzido a pó. É o que aconteceria na área cor-de-laranja do mapa, que inclui o Mercado Municipal, as estações do metrô Anhangabaú, República e São Joaquim, o Hospital A. C. Camargo, parte do Cambuci, parte da av. Radial Leste, da av. do Estado e da rua do Gasômetro, o Bar Brahma e a av. Ipiranga.

Dentro de um raio de 4,8 km, edifícios são bastante destruídos pelo incêndio originado no ponto de impacto. É o que aconteceria na região cor-de-laranja claro do mapa, que inclui os bairros do Bom Retiro, Barra Funda, Canindé, Pari, Brás, Mooca, Aclimação, Vila Mariana, Ipiranga, Bela Vista, Perdizes, a av. Paulista inteira, o estádio do Pacaembu, o MASP, parte das avs. da Consolação e Rio Branco.

Em um raio de 19,2 km ainda haveria destruição, com janelas quebradas. É o que poderia acontecer em locais marcados em amarelo, como Pinheiros, Vila Madalena, Butantã, Jaguaré, Lapa, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Jabaquara, Santo Amaro, Carrão, Artur Alvim, Tatuapé, Itaquera, Vila Maria, Jardim Brasil, Santana, Tucuruvi, boa parte da Serra da Cantareira e as cidades de Caieiras, Osasco, Taboão da Serra, Diadema, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Santo André, Guarulhos…

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