Várias pessoas, especialmente estudantes, me perguntam quanto devem cobrar por trabalhos jornalísticos – redação de textos, assessoria de imprensa etc. Aos que me procuram, eu tento dar uma fórmula personalizada para ajudar a chegar a um valor que seja justo tanto para quem ganha como para quem paga. A ideia é buscar uma referência com base no valor da hora trabalhada.

Quanto devo cobrar por trabalhos jornalísticos?

Às vezes, faz sentido. Às vezes, dá vergonha. Números podem ser bem traiçoeiros… O ideal é o que eu sempre digo: profissionais (e estudantes, sim) devem valorizar seu trabalho, sua experiência e parar de acreditar no patético “mito da visibilidade”. E como eu também sempre digo, quem trabalha por pouco se resigna, aceita o funcionamento pérfido do mercado e alimenta o ciclo. E perde o direito de reclamar depois, quando vir os estudantes cobrando moedas de serviços que, num mundo ideal, seriam mais caros.

De toda forma, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) tem uma tabela de valores-base para diferentes tipos de serviços jornalísticos. É importante lembrar que são valores de referência, que devem ser avaliados caso a caso, conforme os detalhes do acordo. Reproduzo o seguinte trecho do site do SJSP:

Os valores (…) são aqueles considerados suficientes para que o jornalista viva dignamente do seu trabalho e dizem respeito a tarefas básicas. Para (…) trabalhos com níveis maiores de complexidade, em maior volume, frequência ou que exijam o concurso de profissionais mais experientes e/ou especializados, esses valores devem ser negociados.

A isso somo as seguintes dicas: o Sebrae tem planilhas para facilitar a formatação de propostas de serviços de diferentes tipos. Podem ser adaptadas para os trabalhos jornalísticos. Este site também oferece planilhas para o mesmo propósito. Além disso, oferece fórmulas e dicas para que os profissionais cheguem a valores de produtos e serviços.

Finalmente, a Escola Freelancer, site que uso muito desde que voltei a trabalhar de forma autônoma, tem dicas valiosas e parâmetros para formatar o preço. O texto apresenta 12 pontos que devem ser levados em conta pelos profissionais ao montar o valor de seu trabalho, como experiência, quantidade, tendências do mercado, localização geográfica, custos associados etc.

E tem um site que fez uma coisa muito bacana mas que não serve tão bem para jornalistas (fica a dica: quem quiser desenvolver algo parecido para o jornalismo vai ganhar a simpatia de muita gente!) É voltado para designers, então leva em conta o valor de softwares, por exemplo, com os quais jornalistas não precisam se preocupar. Como curiosidade, lá vai: Quanto custa a minha hora?

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