Na volta dos textos do projeto Um foca na sexta, a estudante Andreza Galiego, de Andradina (MS), escreve sobre as razões dela para defender a exigência do diploma de Jornalismo para atuação na imprensa. O diploma é tema recorrente em debates, principalmente na faculdade, e mais intensamente desde que o STF derrubou a exigência, há quatro anos.

Falando a alunos de Jornalismo, eu sempre me questiono (e os questiono, claro), o que motiva alguém a prestar vestibular em uma faculdade cujo diploma deixou de ser exigido para a atuação. E sempre defendo, em oposição à Andreza, a ideia de que graduados de outras carreiras podem contribuir talvez de forma muito mais intensa com questões que estão sendo deixadas de lado entre profissionais formados em Comunicação Social.

Nos últimos meses, tive uma conversa com alunos de Relações Internacionais na ESPM-SP e na Unifesp. E nas duas ocasiões ressaltei a importância de que também eles pensem na ideia de atuar na imprensa. Certamente, diante da formação falha observada na maioria das faculdades de Jornalismo, os futuros internacionalistas terão muito mais elementos, estudados com profundidade, para trabalhar com temas de política internacional.

Na semana que vem, Giovanna Vieira, da ESPM-SP, faz um contraponto ao texto da Andreza. Ela defende a importância da experiência profissional para a formação. Vale a pena acompanhar o debate.

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