Férias sem internetFérias: você está fazendo isso errado

Viajar é daquelas coisas que devem nos desprender da vida real. Ou pelo menos da rotina. E quando falo em “vida real”, não me refiro a um apego à “vida virtual”. Ao contrário: antes de embarcar, desligue seu(s) smart phone(s) e deixe gravada uma mensagem dizendo que estará de volta no dia X, mesmo que não volte no dia X. Esqueça em casa notebooks, tablets e tudo que pode pesar na mala e atrapalhar a viagem. E vá por mim: adote as dicas abaixo, que eu dei para uma amiga que perguntou qual a melhor forma de usar o pacote de dados do celular no exterior. E boa viagem. Quando voltar, lembre de me ligar.

Compre cartões postais e selos no seu destino. Leve os endereços dos amigos anotados à mão em uma agenda. Se preferir, imprima etiquetas para facilitar seu trabalho. Escreva mensagens individuais, pensando em cada um dos seus amigos. Preencha os cartões e envie pelo serviço postal local. Leve um diário de viagem, um caderno qualquer, e uma ou duas canetas. Anote suas impressões, seus sentimentos, faça poemas ao ver o pôr do sol no lado oposto ao que você está acostumado, rabisque algum monumento que vir. Leve uma câmera fotográfica. Pode ser digital. Tire fotos, muitas fotos. Revele-as na volta, logo ao chegar, e anote as informações no verso: onde, quando, com quem, o que sentia… Marque um encontro para mostrar aos amigos, em casa, com vários álbuns. Você vai sobreviver sem internet.

Meu mochilão na Europa foi assim. Eu sobrevivi. E tenho os álbuns e minhas anotações para contar a história.

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