A jornalista Beatriz Farrugia, atualmente trabalhando na redação da ANSA Brasil, é a foca desta sexta-feira. Durante a semana passada, Beatriz participou da exaustiva cobertura da visita do papa Francisco ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio. Formada em 2011 pela Umesp, Beatriz, fluente em italiano, diz que jamais imaginara trabalhar com religião – ou cobrir o Vaticano, assunto que hoje acompanha com atenção e diariamente (até ganhou de colegas o apelido de “papagirl”!)

Em seu texto, Habemus Papam… et habemus diurnariis (latim para “Temos papa… e temos jornalistas”), ela conta como foi a cobertura e faz uma análise crítica sobre a atuação da imprensa brasileira durante a JMJ, em comparação à estrangeira. “O jornalista precisa se manter emocionalmente distante dos fatos. Qualquer tipo de envolvimento compromete a cobertura. Se os jornalistas tivessem sido mais distantes dos fatos, talvez a imprensa brasileira pudesse ter noticiado e analisado melhor a viagem de Francisco”, opina.

Papa Francisco

Tive o prazer de trabalhar ao lado de Beatriz durante um curto período, quando ela fez o curso Focas do Estadão, em 2012. No rodízio que a turma faz nas redações, ela ficou uma semana em Inter, conosco. Notei sua paixão pelo jornalismo e pelos temas internacionais, que ela acabou escolhendo entre suas preferências profissionais.

O texto de Beatriz faz parte do projeto Um foca na sexta, que tem casa nova. Todas as sextas, um estudante ou jornalista recém-formado escreve sobre o fazer jornalismo. Entre para tirar suas dúvidas e participar.

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