A jornalista Ana Estela de Sousa Pinto não é jornalista de formação e acho que esse é o traço mais bacana quando se fala de uma profissional excelente que foi responsável, durante 15 anos, pelo Programa de Treinamento da Folha, sobre o qual falei em um post meses atrás. Ela é formada em agronomia. A Folha saiu na frente na contratação de profissionais porque são bons – e não porque são jornalistas, mesmo antes de o diploma ser apenas um pedaço de papel, e não uma obrigação…

Ana Estela de Sousa Pinto

O Observatório da Imprensa publicou uma entrevista feita por alunos de jornalismo – Marcos Mortari, Gabriela Stampacchio e Laís Oliveira – em que Ana Estela afirma o que titula este post: “A gente faz um jornalismo bem mediano, mas é muito mais por incapacidade ou por falta de recurso… ‘Muito mais’, não. É totalmente por incapacidade e por falta de recurso”. Vale a leitura.

Aconselho, também, a leitura de dois livros que ela publicou (foram três, mas por enquanto eu só conheço dois): Jornalismo Diário – Reflexões, Recomendações, Dicas e Exercícios (de 2009, uma ótima sugestão para os focas) e A Vaga é Sua, que ela publicou em 2010 com a Cristina Moreno de Castro, uma jornalista mineira, também do Treinamento, que eu conheci meses antes do lançamento do livro, na Folha, após um gostoso papo com a Ana Estela.

O terceiro livro da Ana Estela, atual editora do caderno Mercado, da Folha, é o Folha Explica: Folha, lançado no ano passado. “A publicação reúne dados históricos, reflexão crítica e curiosidades sobre a Folha (…). A autora escreveu 800 páginas antes de chegar às 232 finais”, publicou o jornal. “‘É interessante como ao longo de sua história o jornal manteve algumas características comuns. Desde o início, sempre foi marcado por agilidade e flexibilidade’, diz Ana Estela, que começou a trabalhar na Folha em 1988″.

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