Já dei minhas dicas sobre o trabalho de correspondente e, especialmente, sobre o trabalho de correspondente em Israel, onde morei durante 7 anos, entre 2004 e 2011 – tempos interessantes, que incluíram desdobramentos importantes no conflito entre israelenses e palestinos e duas guerras: a Segunda Guerra do Líbano, no verão de 2006 no hemisfério norte, e a guerra entre Israel e o Hamas, no inverno de 2008/9. Foi também nesse período que o ex-presidente Lula fez a primeira visita de um líder brasileiro à região desde D. Pedro II.

Orientalíssimo, Diogo Bercito

Mas nada melhor para entender o assunto do que ler as opiniões de um profissional que está lá no momento. O jornalista Diogo Bercito, meu amigo e colega, e acima de tudo um jornalista brilhante, dedicado e interessado, é o correspondente da Folha em Jerusalém desde o começo do ano. Nos conhecemos em 2008, em uma viagem que ele fez, como turista, a Israel. Ele tem apenas 24 anos.

O Comunique-se fez com ele uma entrevista, reproduzida pelo Observatório da Imprensa (o link do Comunique-se não funcionou): A rotina de um repórter em Jerusalém. Vale a leitura. Com a palavra, o Diogo, sobre o trabalho dele: “Tudo na rotina de um correspondente é de certa maneira trabalho. Algumas ideias de reportagem, por exemplo, surgem no jantar, na conversa com amigos, em um passeio pelo parque”. Leia na íntegra.

Ele ainda faz, a partir de Jerusalém e da região, o blog “Orientalíssimo”, no qual escreve sobre questões da política local e da semântica dos idiomas locais – o árabe, que ele conhece muito bem (já morou alguns meses no Marrocos), e o hebraico, que aprende em Israel. No post mais recente, ele faz um desafio aos leitores: qual é a imagem que se faz sobre a Faixa de Gaza a partir do que se lê no noticiário?

O Diogo é um dos Jornalistas pelo Oriente Médio, grupo no Facebook que reúne profissionais interessados na região. Se quiser participar, entra lá!

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