O ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla, tido como o arquiteto da sangrenta ditadura argentina, morreu na última sexta-feira em uma prisão de Buenos Aires. E morreu sentado na privada da cela, como contou hoje o correspondente do Estadão e da Globonews na capital Argentina, Ariel Palacios: “Ex-‘senhor da vida e da morte’ encerra carreira sentado no vaso sanitário de sua cela”.

Jorge Rafael Videla

A foto da sexta-feira, na página do blog no Facebook, foi dedicada ao assunto, com textos da imprensa brasileira e argentina sobre a morte de Videla, que havia sido condenado e cumpria pena de prisão perpétua. A seguinte frase de Videla, destacada pela Bloomberg News, está no clipping que eu fiz, mas deixo aqui mesmo assim, porque é a cara das ditaduras:

Não vim aqui para me defender ou para argumentar em minha defesa.
Aceitarei sob protestos a sentença injusta que me será dada.

Atualização: o Luis Nassif fez um comentário, no último domingo, sobre uma capa sensacional do jornal argentino Página/12 sobre a morte do ex-ditador. Vale a pena ler e reparar na sutileza da capa. E aproveito para deixar a dica do diretor-executivo da Abraji, Guilherme Alpendre: Ilusões perdidas, texto da jornalista argentina (do Página/12, aliás) Graciela Mochkofsky sobre sua trajetória na imprensa local:

Quando, aos 8 anos de idade, no remoto povoado patagônico de Planicie Banderita, descubro minha vocação de jornalista, mal sei o que é isso. Muitos anos depois, tentarei entender de onde ela veio. Então vou me deparar com a perplexidade de meu pai engenheiro e minha mãe bioquímica: eles não sabem explicar. Não há mesmo explicação. Só algumas lembranças. Publico minha própria revistinha.

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