No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, o portal Comunique-se publica uma entrevista com Audálio Dantas, colega veterano com uma extensa carreira, que escreveu em O Cruzeiro e Realidade, entre outras, que é autor de uma série de livros*, que foi presidente do Sindicato dos Jornalistas em São Paulo durante a ditadura militar – e teve atuação destacada no caso de Vladimir Herzog.

Sobre os livros*, apenas para destacar os que eu tenho: 1. em 1999, quando era aluno da Metodista, convidei Audálio para uma palestra na faculdade e para autografar, para os alunos, Repórteres – eu tenho uma dedicatória especial dele no livro; 2. mais recentemente, ao completar 80 anos, ele escreveu Tempo de reportagem: histórias que marcaram época no jornalismo brasileiro).

Do texto no Comunique-se: “Audálio (…) é o eterno repórter, autor de longas matérias e responsável por dar voz a personagens marcantes, como a ex-catadora de papel Carolina Maria de Jesus, cujos escritos sobre o cotidiano em comunidades pobres de São Paulo foram transformados em livros”.

Com a palavra, o mestre Audálio Dantas:

As novas tecnologias ajudam a fazer (uma grande reportagem), mas elas podem ser armadilhas muito perigosas. (…) sem ter contato direto com o tema, com as pessoas envolvidas é meio caminho errado. Será (…) totalmente errado se o repórter (…) vai ao Google e pega o texto, que ele não sabe a origem. O valor essencial do jornalismo é a credibilidade. Jornalismo sem credibilidade deve ser jogado fora, não merece respeito. As novas tecnologias ajudam para dar informação rápida, instantânea, mas não para fazer matéria de análise.

Leia a íntegra da entrevista no Comunique-se.

(Foto: Eugênio Goulart/M&M)

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