Dia desses, acreditem, ouvi de uma pessoa que ela não sabe o que é “infinitivo”. Uma pessoa jornalista! Depois de suspirar três vezes e de me acalmar (algumas coisas realmente me tiram do sério!), comentei com uma amiga, que compôs uma bela poesia. Então, se você também não sabe o que é, leia e aprenda!

Infinitivo é o universo. Não tem fim, não tem tempo, é impessoal. Não se conjuga, mas é flexionado de acordo com suas próprias vontades e caprichos…. as regras gramaticais! O infinitivo é o início de tudo. É o ato em si. É nascer e morrer, fazer e sentir, amar e odiar. E tem um R. Sempre há um R no infinitivo…

E já que estamos falando de infinitivo, uma confusão que acontece muito (e que também me tira do sério) é entre “vir” e “vim”. Não existe “ele vai vim em casa amanhã”. O correto é “vai vir…” Vou colar aqui, na íntegra, a explicação do professor Sérgio Nogueira, “aquele do Soletrando“. Ele é formado em Letras pela UFRGS, com mestrado em Língua Portuguesa pela PUC-Rio, e tem mais de 30 anos de experiência em sala de aula – ele também dava aulas cheias de humor para nós no Estadão.

VIR é infinitivo e VIM é forma da primeira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo: “Ele deve VIR só na próxima semana”; “Ele pode VIR quando quiser”; “Ontem eu não VIM trabalhar”.

As frases “Eu não vou vim” e “Ele só vai vim amanhã” são totalmente inaceitáveis. Seria caso de infinitivo: “vou VIR” e “vai VIR”. O melhor é dizer: “Eu não VIREI” e “Ele só VIRÁ amanhã”.

Para quem quer mais, tem a explicação da Thaís Nicoleti, autora de “Redação Linha a Linha” (Publifolha) , “Uso da Vírgula” (Manole) e “Manual Graciliano Ramos de Uso do Português” (Secom – Alagoas): “vim”” é a forma de passado (pretérito perfeito do indicativo) da primeira pessoa do singular do verbo ““vir”

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