O vídeo abaixo tem muito a ver com um texto que li esses dias, sobre a tragédia em Santa Maria e como nós podemos aprender com ela. O texto, “Santa Maria – O que eu tenho a ver com isso?”, foi escrito com base em uma matéria publicada na Time, “Como o incêndio em Santa Maria pode significar um ponto de inflexão para o Brasil”. O argumento dos dois é simples: será que cada um de nós, que ficamos indignados com a tragédia e com o número escandaloso de jovens mortos, segue as leis, respeita os direitos alheios?

Da Time, destaco o seguinte:

But if Brazil wants to be the kind of country where small-time nightclub owners in Santa Maria fear the law, it’s got to be the kind of country where big-time political brokers in Brasília fear the law.

Do blog do Beto Galetto, isso:

De todos aqueles que disseram ter ficado chocados com a tragédia, quantos param na faixa de segurança ao ver um pedestre querendo atravessar? Quem atravessa na faixa? Quem mantém a velocidade sempre dentro do limite? Quem estaciona somente em lugares permitidos? Quem sempre respeita filas?

Quem me conhece sabe que sou um chato em vários desses quesitos. Sabe que eu prefiro sempre atravessar na faixa, arrumo briga com motorista que não a respeita, olho feio para quem ouve música a todo volume dentro do ônibus… Já escrevi aqui no blog sobre um casal que reclamava sobre o lixo na rua mas estacionava em local proibido.

Esta semana a lei seca mais severa passou a ser adotada em todo o Brasil.Ouvi comentários jocosos de quem teme ser parado, mas meu sentimento é otimista: a lei tem mesmo é que ser severa e colocar atrás das grades (ou multar, ou apreender o carro, dependendo do caso), quem mistura álcool e bebida. É preciso fazer a diferença a começar dos detalhes – como o simples “detalhe” de saber que, uma vez alcoolizado, você não pode colocar a vida dos outros, principalmente, em risco. Para isso temos táxis…

E, inspirado em tudo isso, deixo o vídeo, um recado de que essa pequena diferença, mesmo que pequena, mesmo que imediatamente só afete a uma só pessoa, pode, na verdade, mudar a forma como as coisas acontecem ao nosso redor, em raios cada vez maiores. Podem me chamar de romântico e sonhador – eu sou, mesmo. Mas já houve quem cantasse que “você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único”.

A música no vídeo é Noah And The Whale, com Give a little love.

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