Fazia tempo que eu não escrevia aqui. Bastante tempo. No meu último post, fui ver agora, eu havia acabado de chegar no Brasil, estava havia menos de um mês de volta. Agora, já são seis, e muitas coisas mudaram – mas as minhas caixas de livros, que deveriam levar seis meses navegando, ainda não chegaram!

O mundo, como você deve saber, não anda dando trégua para nós, jornalistas internacionais. Que chique – jornalistas internacionais…! Tem sido um tempo difícil, com o auge no último fim de semana, quando os americanos, você e eu relembramos o que fazíamos às 8h46 daquela manhã de terça-feira de 2001, quando o primeiro avião se chocou contra uma das torres do World Trade Center, em Nova York, e inaugurou novos e complicados tempos.

Novos e complicados tempos, aliás, que vieram quase juntos com o meu pequeno irmão, hoje com nove anos. Ele nasceria dois meses depois dos ataques, e ouviu há poucos dias, visitando o Brasil, as histórias do maior acontecimento da última década, que ele não viveu porque ainda não existia.

Mas quem era vivo se lembra. Eu me lembro. Estava no ônibus a caminho do trabalho – meu rodízio era às terças. Recebi um telefonema, saltei e mudei o rumo: fui para o Consulado americano, só para encontrar vários colegas, muitas perguntas e portas fechadas. Depois, fui para a redação. E tive um dos dias mais longos de trabalho. Longa como a última semana, na preparação do especial que demos no Estadão.com.br.

Enfim, fazia tempo que não escrevia aqui, e agora, aos poucos, tendo sobrevivido à cobertura do 11 de Setembro, espero voltar. Contar coisas que andam pela minha cabeça, daquelas que só aquela moça paciente que me encontra uma vez por semana escuta.

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