Escrever, um pacto

Andei relendo agora alguns-muitos dos posts do blog, especialmente os antigos. Gosto de reler, de curtir a nostalgia, de relembrar momentos e de sentir como eu me senti quando desabei sobre o teclado e desabafei alguma coisa. É disso que se trata esse blog, afinal.

Bom poder voltar e reler, revivendo, assim.

Adoro.

Um dia, eu acho que devia ter uns 14 anos, decidi que iria escrever. Eu não sabia ainda, mas eu tinha decidido ali que escreveria para o resto da vida, para comunicar, para emocionar, para desabafar, para conversar, para dizer quem eu sou. Fiz um pacto informal e discreto, mas ao qual me mantenho fiel, e escolhi então meus melhores amigos, que são até hoje a caneta e o papel.

Nunca pude dizer algo que sinto tão bem quanto posso escrever. A inspiração vem, assim. Brota. Anoto cartões de aniversário ou de casamento na hora. Se pensar muito, não sai legal. Saco a caneta, pouso a ponta no papel, sinto e transformo em palavras. Simples assim.

Como um Xavier em Albergue Espanhol, olho hoje para uma fotografia preto-e-branco que trouxe comigo, de quando eu era criança, e escuto a voz infantil ressoando na minha imaginação apaixonada:

Quero ser escritor.

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