It occurred to me that nothing is more interesting than opinion when opinion is interesting, so I devised a method of cleaning off the page opposite the editorial, which became the most important in America … and thereon I decided to print opinions, ignoring facts

A frase acima, de acordo com a Wikipedia, é de autoria de Herbert Bayard Swope, jornalista norte-americano que viveu entre 1882 e 1958 e ganhou um Pulitzer em 1917 (o primeiro ano em que o prêmio foi entregue) por uma série de reportagens que fez sobre o império alemão.

Soa ousado, eu sei, mas acho que em tempos de internet – portanto bem depois da frase de Swope – nunca foi tão atual. Os jornais e os jornalistas mais e mais precisam entender que o papel que sai no dia seguinte ao fato, hoje, tem valor bem diferente daquele na época em que o Pulitzer foi criado. Notícia que já foi publicada na internet, comentada em blogs, retuitada e virou conversa de bar não tem razão de ser impressa, mais.

Mas não estou sugerindo a morte dos impressos, não. Mais e mais, jornais precisarão ignorar os fatos, e dar aos leitores a análise que falta na correria para dar o fato primeiro. E a opinião. A digestão que custa a muitos fazer. É a mistura do editorial com o tal do op-ed, que traduzimos erroneamente como opinião/ editorial, mas que se refere à pagina oposta à dos editoriais, opposite the editorial page.

Aliás, como conta a Wiki, o conceito do op-ed foi mesmo invenção do autor da frase que abre esse post. Nada é coincidência.

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