Já passou pelo nervosismo de um encontro às cegas? Passei hoje… Marquei o horário e cheguei cedo, mais cedo que o marcado, para ser o primeiro a chegar, para não precisar entrar no lugar com a cara de “qual dessas pessoas será a que eu estou procurando?”

Cheguei cedo, então, escolhi uma mesa, uma posição para sentar, mudei de posição várias vezes, imaginando de que lado da mesa ela se sentaria quando chegasse. E esperei, esperei. Olhei cada pessoa que passava pela porta. E a cada uma imaginei que poderia ser ela. Tentei combinar a voz que tinha ouvido ao telefone com os rostos que ia vendo.

De repente alguém entrou e passeou o olhar pelo local. O olhar dela cruzou com o meu e a boca rascunhou o meu nome, baixinho. Respondi apenas com um balançar vertical da cabeça e um sorriso trêmulo. Ela veio em minha direção, se sentou na cadeira que eu não previra.

Constrangimento. Ela ofereceu um café, eu disse que não, obrigado, que já tinha tomado enquanto esperava… Papo vai, papo vem. No final de uma hora tinha acertado os detalhes com a minha primeira aluna particular de português em Israel!

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