Se quem diz que dá sorte tem razão, vou ter muita… Ao entrar no meu quarto, agorinha, desejando minha cama e algumas horas vespertinas de sono com ruído e luzes, uma surpresa atrás da outra. Primeiro o esvoaçar nervoso de uma pomba, que bateu oito vezes a cabeça contra a janela tentando sair. Depois, a briga para fazer com que ela deixasse meu quarto – vassoura, janela escancarada (entrar pela frestra ela entrou, filha-da-puta…), gritos de “vai!” Depois, finalmente, as marcas que ela deixou (sim, ela cagou, e não foi uma só vez) 1. no meu travesseiro, 2. no meu cobertor, 3. no chão do quarto, 4. no criado-mudo a um centímetro do rádio-relógio, 5. no lençol recém-trocado. Por enquanto foi onde eu achei “marcas”. E agora esse cheiro azedo de merda de pássaro…

Vai ter sorte assim na puta-que-o-pariu. Até perdi o sono!

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