Amo Gabriel García Márquez, o Gabo, e descobri hoje, por causa dele, que nunca serei velho, na releitura, no original em espanhol de El amor en los tiempos del cólera. Divido.

Mucho tiempo atrás, en una playa solitaria de Haití donde ambos yacían desnudos después del amor, Jeremiah de Saint-Amour había suspirado de pronto: “Nunca seré viejo”. Ella lo interpretó como un propósito heroico de luchar sin cuartel contra los estragos del tiempo, pero él fue más explícito: tenía la determinación irrevocable de quitarse la vida a los sesenta años.


Gosto da cena não apenas pelo tom da revelação escancarada, mas por ela invocar de forma tão bela o momento após o amor. Fico imaginando os dois deitados nus, na praia, olhando as gaivotas sobrevoando o mar, e ele contando com uma voz serena e tranqüila que não será velho. E aí, ainda olhando pro céu, ela deixa escorrer uma lágrima solitária pelo canto do olho, sem nem se importar em esconder. Não diz nada. Não dizem nada.

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